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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tecnologia e controle social

As pessoas, na atualidade, vivem em meio a uma verdadeira selva de recursos eletro-eletrônicos.


Votar, pagar contas, fazer compras, marcar encontros, trabalhar, informar-se, controlar as finanças pessoais, comunicar-se... cartões, chips, senhas, códigos, sites, blogs etc.


Estamos cercados pela tecnologia por todos os lados.


Ao providenciar a emisão de sua cédula de identidade, o cidadão fornece ao estado cópias eletrônicas de suas impressões digitais; utilizará uma caneta e superfície especial e digitalizará sua marca pessoal e instransferível: a assinatura. Todos os seus dados: nome completo, endereço, profissão, sinais particulares, características físicas, histórico pessoal, social, acadêmico e profissional estão em algum lugar na "nuvem" (nome dado às hospedagens de dados e arquivos pessoais no mundo virtual), controlados por algum tipo de sistema.


Você já parou para pensar que, se todas estas informações encontra-se dentro de um sistema controlado... existe uma possibilidade concreta de um dia você deparar-se com documentos falsos emitidos em seu nome, compras e negociações as quais você desconhece totalmente assinadas por você, e não seria impossível você simplesmente deixar de existir perante a sociedade.


Isso nos leva a entender o porque que o controle das informações são uma questão de PODER; quanto mais então, este poder estiver controlado pelo APARELHO DO ESTADO, maior será o alcance do mesmo sobre a nossa vida privada.


George Orwell em seu livro 1984 lançou uma crítica ao Estado opressor e totalitário dirigido por Joseph Stálin na extinta União Soviética. No romance falou ele de um lugar onde a liberdade individual e a privacidade simplesmente não existiam porque, com a ajuda da tecnologia, o Big Brother, ou seja, o Estado, controlava a vida de cada um em seus mais íntimos detalhes, atingindo as raias do controle do pensamento.


Em nome da segurança pública, câmeras e radares são espalhadas pelo Estado pelos mais variados lugares públicos - tal como aparecia no livro de Orwell.


Obras como Eu, Robô de Isaac Asimov, Blade Runner - o Caçador de Andróides, de Ridley Scott, 2001 Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick nos falam deste conflito entre o homem e a tecnologia na sociedade contemporânea... e talvez nenhum outro tenha sido tão ousado como a Trilogia Matrix dos irmãos Wachovsky.


O recente sucesso de Tropa de Elite 2 de José Padilha demonstra como na sociedade e no Estado brasileiro as elites corruptas não hesitam em lançar mão do aparelho do Estado e dos recursos tecológicos de informação, espionagem e monitoramento para exercer o controle das relações sociais com finalidades imorais, e mesmo criminosas, e mostra como este sistema corrupto de controle social sobrevive de sua própria corrupção, e como que, mesmo as pessoas bem intencionadas são enganadas e seus bons propósitos revertidos e manipulados, não raro usando-se a tecnologia como ferramenta.


Assim, o cidadão se torna refém de um aparelho virtual que é o Estado, que parece vivenciar a apologia da corrupção e estar acima de qualquer homem, já que, da noite para o dia, líderes até então tremendamente poderosos, são sumariamente eliminados.


E então, como vivenciar o direto de liberdade cidadã frente a este eterno conflito do controle social, hoje mais que nunca fortalecido e incrementado pelas tecnologias digitais de informação e comunicação?!
 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Este blog é parte integrante da disciplina jornalismo On- Line do Curso de Comuicação Social do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Seu objetivo é compartilhar coisas boas com vocês e expor tudo o que for possível.